Por Padma Samten
As tempestades são como dragões poderosos. Os raios no céu são a aparência dos dragões. No entanto, não importa o tamanho e o poder do dragão, o céu é paciente. O céu surge antes dos dragões e segue depois deles.
Todos os dragões têm início, meio e fim. Todos eles são impermanentes. A serenidade do céu aguarda a manifestação completa do dragão e, no fim, o dragão perde a sua força e se vai. O céu é infinitamente mais poderoso do que todos os dragões juntos e é ele que permite seus surgimentos. É espantoso como o silêncio preexiste e sucede a todos os dragões.
Quando vemos alguém furioso, nos sentimos amedrontados. No entanto, essa pessoa não vai fazer mais do que alguns gestos. Por pior que seja a sua expressão, por pior que seja os sons que ela emita, eles simplesmente entram no nosso ouvido, e nós produzimos os significados diversos. Nós nunca veremos mais do que vibração sonora, ondas de pressão no ar. Somos nós que atribuímos os significados.
Por Flávio Feltrin
A visão de mundo que temos é resultado de uma série de condicionamentos que recebemos ao longo de nossas vidas. A maioria dos nossos dragões foram criados por nós mesmos, temos a incrível facilidade de produzir dragões, se identificar com eles e muito frequentemente agir como eles! Mas não somos dragões, somos céu em nossa essência.
Resgatar este céu, vivenciá-lo em nossa vida cotidiana deixando que os dragões venham e passem significa viver no caminho do meio, o caminho que lhe conferirá centramento, senso de eixo próprio e o levará a atingir todos os seus objetivos!
Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com