
Por Flávio Feltrin
Após fazer meu último post no blog fui surpreendido com uma mensagem em minha caixa de entrada. A mensagem informava que meu blog havia sido considerado como blog de spam e portanto havia sido excluído!
Estupefato com a notícia, pois tenho como hábito informar sobre novos posts aos leitores, segui as instruções que me foram dadas para recuperar o blog, caso a exclusão tivesse sido um engano dos robôs!
Engano dos robôs? Fiquei realmente curioso com esta informação e comecei a pesquisar esta situação e descobri uma lista de discussão onde colaboradores da empresa que disponibiliza o blog prestam suporte aos desesperados que tiveram seus blogs excluídos pelos robôs! Apesar de ser um canal virtual, experimentei um sentimento bem humano quando recebi uma resposta de outro ser humano! E a resposta também foi bastante humana: "vc seguiu as instruções do blog para recuperá-lo?"
Foram três dias de blog fora do ar, alguns leitores me informando por e-mail do problema mas tudo foi resolvido, apesar dos robôs. O mais curioso e o motivo pelo qual eu escrevo esta experiência ímpar foi a mensagem que recebi quando o blog foi recuperado a qual reproduzo na íntegra:
"Os robôs de prevenção contra spam do Bloger detectaram que seu blog possui características de um blog de spams. Uma vez que você está lendo esta seção, seu blog provavelmente não é um blog de spams. A detecção automática de spams é inerentemente confusa. Pedimos desculpas por este falso sinal positivo.
Recebemos sua solicitação de desbloqueio em 3 de setembro de 2010. Em nome dos robôs, desculpamo-nos por bloquear seu blog, que não é de spams. Aguarde enquanto analisamos seu blog e verificamos se ele não é um blog de spams."
Sinceramente ainda estou em dúvida se esta mensagem foi escrita por um humano ou por um robô, mas parece ter sido escrita por um humano uma vez que, em nome dos robôs, pede-se desculpas! Desculpas em nome dos robôs???
Como analista de sistemas de formação, executivo de Centro de Serviços Compartilhados e de tecnologia da informação compreendo perfeitamente a intenção de se automatizar processos, ganhar produtividade e todas as possíveis justificativas mas tenho certa dificuldade em entender a razão de se desculpar em nome de um robô!
Pode até parecer um tanto moderno, futurista e até tentar passar uma imagem de empresa de alta tecnologia, que se utiliza de robôs para seus processos mas, ao analisar mais detidamente esta situação, percebemos que a atitude embutida na mensagem é muita humana. Diante de um problema ou de um resultado diferente do esperado, justifica-se e tira-se o foco da situação buscando nos outros a explicação, neste caso, nos robôs!
Uma atitude focada em resultados mantêm no seu eixo todo o discurso. Se você não entregou o resultado esperado, assuma sua responsabilidade. Se você não gosta do que faz, assuma sua escolha em continuar fazendo. Se você se julga infeliz, busque dentro de você a felicidade e não a coloque nas mãos dos outros. Se você quer fazer algo diferente mas tem medo, assuma que o medo é seu e se pacifique com ele. Se você gostaria que algo estivesse diferente em sua vida, assuma o compromisso de mudar o que for preciso! Mantenha-se no seu eixo!
Justificativas, prisão ao passado ou ao futuro, falas inúteis, auto-engano, comunicação tática, medo da reação dos outros, postura de "coitado", cultura do não, se ou quando, são todas atitudes desfocadas que não o levarão ao próximo passo de sua vida, são atitudes que muda seu eixo para o eixo dos outros quando só você tem o poder de mover-se em direção aos seus sonhos, suas conquistas e seus resultados! Centre-se no seu eixo!
Mas ainda falando dos robôs, quando seres humanos usam desta artimanha de sair do seu eixo e responsabilizar outras pessoas ou situações, temos a oportunidade de promover um diálogo, entender a situação e buscar uma solução, no entanto, se a moda pega e os seres humanos começarem a responsabilizar os robôs, que saída teremos?
Flávio Feltrin é sócio-diretor da essentya desenvolvimento sistêmico, consultor, master coach e constelador organizacional.
Flávio, ótimo post. Gostei também da abordagem baseada no sistema ISOR. (HOLOS).
ResponderExcluirTambém já sofri com os robôs. Evaldo.