segunda-feira, 29 de março de 2010

Felicidade condicional

Por Flávio Feltrin

Segunda-feira! O que você pensa quando acorda na segunda-feira? No domingo ao entardecer você sente uma certa "angústia", uma sensação de vazio e um discreto desejo que o mundo pare antes que a segunda-feira chegue?

Sinceramente espero que você não sinta estas coisas, nem um pouquinho delas! Espero, sinceramente que você agradeça no domingo pela oportunidade de recomeçar seus planos, sua carreira, sua vida, na segunda-feira! Espero sinceramente que você use a segunda-feira para planejar a semana, suas conquistas semanais, suas pequenas vitórias e seus momentos de felicidade! Que a segunda-feira seja símbolo do recomeço, do passo adiante, de sua ação condutora para buscar seus objetivos.

Sim, ação condutora nos leva a conquistas! Não basta você saber o que você quer para si mesmo, tem de se mover em direção do objetivo. Não importa qual seu plano, nem quais são suas metas, mas se você atribuir aos outros o seu resultado, sua conquista ou sua felicidade, você está vivendo o que chamo de felicidade condicional.

É comum a idéia que para sermos felizes precisamos disso ou daquilo, de um cargo, de um carro, de uma viagem, de um casamento, enfim, sempre ligamos nossa felicidade a condição de "ter" alguma coisa, sempre "condicionamos" nossa felicidade a esta conquista e entramos na bifurcação da felicidade condicional.

A bifurcação, como o nome sugere, nos leva a dois caminhos:

a) se conseguimos atingir o objetivo, vivemos instantes de felicidade e logo voltamos ao vazio, criamos outros objetivos e novamente condicionamos nossa felicidade a novos objetivos, entramos num ciclo sem fim vivendo como viciados, a busca eterna por pequenos momentos de êxtase; ou

b) simplesmente colocamos o alvo longe demais, alto demais e não o atingimos! Neste caso entramos em outro ciclo, o da decepção, frustração e "infelicidade".

Nessa segunda-feira, tente relembrar como foi seu final de semana, busque em sua memória momentos que te geraram satisfação, prazer, felicidade! O que você estava fazendo nestes momentos? Você os viveu intensamente ou ficou "pré-ocupado" com a segunda-feira, com sua busca pela felicidade condicional.

Não atribua sua felicidade aos condicionantes se, quando, a hora que... as condições podem nunca ocorrer! "Quando eu terminar este projeto eu..."; "se eu tivesse isso ou aquilo eu"; "quando eu me aposentar..."; "quando/se eu tivesse capital eu..." Aja em direção de seus objetivos, não espere por ninguém, não atribua seu fracasso ou sucesso a ninguém, você é o piloto! Nessa segunda-feira (e em todas as outras), faça planos sim, trace seus rumos, e corra em direção a eles, arregaçando as mangas e sendo feliz, a cada segundo de sua vida, pois nunca sabemos se haverá o próximo!

Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com

quinta-feira, 25 de março de 2010

Se não quiser adoecer, um Coach pode ajudar!

Dr. Dráuzio Varela

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Por Flávio Feltrin

O coaching é um processo pelo qual se promove o auto conhecimento, a expansão da visão de mundo e das possibilidades infinitas que existem para resolver cada questão pessoal ou profissional. A matriz de decisão é uma das técnicas utilizadas pelo Coach para identificar o que se quer decidir, conhecer a situação, identificar oportunidades e então decidir, a seu favor. Planejar e implantar são etapas futuras pois só se planeja o que está decidido! Falaremos mais sobre a matriz de decisão no blog!

Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com

segunda-feira, 8 de março de 2010

Responsabilidade Social

Este é um tema recorrente nas empresas! "Precisamos criar um programa de responsabilidade social", ou ainda, montar um programa de voluntariado. RH, Marketing, intermináveis reuniões e brain storms para achar como a empresa pode se inserir nesta onde e conquistar o selo. É de bom tom corporativo mostrar que a empresa está engajada nas causas sociais da comunidade onde está instalada e ter selos e diplomas em suas paredes e sites para que os clientes, concorrentes e visitantes em geral saibam e "acreditem" que aquela empresa "possui responsabilidade social".

Pois bem, essas iniciativas tem mérito! Mesmo que por uma fração do dia e de dinheiro, ajudam uma creche, um hospital, uma instituição. O pouco para quem nada tem é muito mas, esta mesma empresa possui responsabilidade social com seus colaboradores?

Depois de passar um lindo domingo de sol dentro de uma instituição, brincar com crianças carentes ou contar estórias aos idosos, os colaboradores voltam ao trabalho na segunda-feira e encontram qual clima dentro da empresa? Companheirismo, ajuda mútua, trabalho de equipe? Se a resposta for sim, ótimo! Mas nem sempre é assim!

Sua empresa ou seu "departamento de gente" ou, desculpe pelo uso do termo tão comum, seu "departamento de recursos humanos" conhece as necessidades de sua comunidade de colaboradores? Existe responsabilidade social interna? O plano de saúde que sua empresa oferece é compatível com a necessidade dos colaboradores? A alimentação tem boa qualidade? Sua empresa incentiva a atividade física e possibilita a prática? Entenda este questionamento como: o pessoal tem tempo para isso?? E as doenças físicas e psíquicas causadas pelo desequilibrio no trabalho, como são encaradas pela sua empresa? Seu batalhão de voluntários tem depressão, síndrome de burnout e dores nas costas por trabalhar em local inadequado? Os atestados parecem florescer no jardim porque seus colaboradores preferem ficar em casa? Alto turnover e índices de absenteísmo assustadores? Cuidado! O selo de responsabilidade social pode não servir para nada!!

Talvez já haja uma quantidade grande de programas de responsabilidade social mas falta intenção! A intenção de ajudar a comunidade, ajudar o desenvolvimento de forma estruturada e contínua, começando pelo desenvolvimento interno de seus colaboradores. Não se trata apenas de "treinar", é mais que isso, é desenvolver e cultivar verdadeiramente ações positivas, emoções positivas, equilibrio e desenvolvimento, crescimento! É começar de dentro para fora, é gerar um espirito de comunidade colaborativa internamente que, sem nenhuma dúvida, vai extrapolar para as familias e para a comunidade! Essa é a verdadeira responsabilidade social!

Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com

segunda-feira, 1 de março de 2010

Liderança Servidora

por Sergio Buaiz – Muitas pessoas são reconhecidas como líderes simplesmente por ocuparem posições privilegiadas dentro das organizações. São protegidas pela hierarquia e se colocam em condição de superioridade, impondo ordens a seguidores, subordinados ou dependentes. É o poder que “vem de cima”.

Os líderes que atuam dessa maneira buscam segurança no isolamento. Utilizam a autoridade formal como defesa e abusam do poder que possuem, pois acreditam que é a única forma de manterem respeito.

Apresentam um alto grau de individualismo, colocando o próprio orgulho e vaidade acima dos interesses coletivos. Por conta disso, exercem influência de maneira artificial e passageira, causando danos irreparáveis às relações. O poder é inerente ao posto em destaque, e não propriamente à pessoa.

Infelizmente, há um grande número de políticos, militares, executivos e catedráticos que só conseguem liderar dessa forma arrogante. Utilizam cargos, dinheiro e títulos para demonstrar sua força e ditar as regras, eliminando qualquer possibilidade de diálogo.

Mesmo que aparentem cordialidade e democracia, mantêm a ameaça velada. Ou seja, cuidam para que o resultado final seja exatamente o que esperam, sem dar margem à negociação. Todos que tentam interferir nesse resultado são humilhados, desvalorizados ou afastados, deixando claro para os que ficam quem decide e quem detém o poder.

Dentro do contexto familiar também ocorrem abusos de autoridade, na educação dos filhos ou mesmo no casamento. O machismo contribui bastante para esse tipo de distorção.

São inúmeros os exemplos de relações de poder que se nutrem das desigualdades. Entretanto, por melhores que sejam as intenções de quem comanda, esse tipo de abordagem gera um distanciamento crescente, que desgasta e leva às crises. Igualdade

A liderança servidora é justamente o oposto de tudo isso. É pensar coletivamente e doar-se em favor do grupo. É aproximar-se dos outros, desenvolvendo laços de confiança, incentivo e cooperação mútua, em pé de igualdade.

Mesmo quando ostenta títulos e ocupa cargos importantes, o líder servidor não se utiliza da autoridade formal para ser respeitado. Ele não precisa. Prefere inspirar pelo exemplo e atrair aliados, ao invés de seguidores.

O líder servidor pode ser um ativista ou missionário, que manifesta suas opiniões com fluência, despertando crenças e talentos adormecidos. Ele tem o brilho natural da paixão pela causa e contagia os outros com sua coragem. Conquista o direito de liderar o grupo espontaneamente, sem a necessidade de nenhuma disputa. Seu poder emerge da própria coerência, atitude e credibilidade, ao longo do tempo.

Normalmente, o líder servidor desponta em situações ou ambientes em que todos são tratados como iguais. É mais fácil atrair e manter aliados verdadeiros quando não existem artifícios que o diferencie dos outros, apenas o magnetismo natural que exerce pela palavra e o exemplo.

De qualquer modo, todas as pessoas podem desenvolver as características do líder servidor, desde que estejam realmente dispostas a agir como iguais. É preciso abrir mão da autoridade formal para que os aliados sintam-se acolhidos e respeitados.
O líder servidor não é melhor nem pior que ninguém. Ele dispensa tratamentos especiais e pede ao invés de mandar. É dessa maneira que ele atua e motiva os outros a evoluírem lado a lado. Ele controla o seu ego e projeta a existência em algo muito maior que o indivíduo. Entrega-se plenamente à causa coletiva e trabalha arduamente, para levar sua mensagem em benefício do maior número de pessoas.