Quase tudo que conhecemos foi sonhado, pensado ou planejado por alguém antes de se tornar realidade. Não existe uma empresa que não tenha sido fruto da iniciativa de alguém, do planejamento, do risco, da vontade e da intenção que se materializou em uma organização.
Essa intenção inicial, o impulso da criação da empresa é a identidade organizacional. A empresa onde você trabalha tem uma identidade e a menos que ela tenha sido reformulada ao longo dos anos, muito provavelmente, ainda permeia na organização e influencia as decisões.
É mais fácil resgatarmos a identidade de pequenas e médias empresas, ou das empresas mais jovens quando ainda podemos obter esta informação dos seus fundadores. Já empresas de grande porte ou aquelas cujos fundadores não estão mais presentes fundem a intenção inicial com a dinâmica da empresa, muitas vezes chamada de cultura organizacional.
Se a identidade não for limitante ou, pelo contrário, for positiva e poderosa, não há nada que deva ser feito a não ser substituir as declarações de missão e visão que os executivos recém contratados decidiram criar e colocaram na parede! A identidade da empresa colocada na parede teria mais força, mais poder e maior influência na empresa como um todo. Na visão sistêmica das organizações, o respeito pela ordem é fundamental, e pela ordem, o respeito pela identidade é fundamental.
Mas como a formulação da identidade é um processo inconsciente e quase sempre carregado de emoções descontroladas que se apoderam da maioria das pessoas o tempo todo, nem sempre a identidade é positiva e poderosa e, por vezes, acaba sendo limitante e restritiva para o negócio.
Exemplos de identidades restritivas: criação da empresa para ter uma ocupação, criação da empresa como meio de vida (salário), uma empresa de fachada, uma empresa para provar competência para outros, uma empresa para atender o bairro, uma empresa para prestar serviço à outra empresa especificamente e muitos outros.
Algumas situações e desafios das empresas podem estar ligados a sua identidade quando a mesma é restritiva. Essa teoria também pode ser aplicada a um departamento, um cargo ou qualquer grupo de pessoas, uma organização.
Como se manifesta? Geralmente de forma inconsciente nas pessoas que trabalham nesta empresa. Elas sentem a restrição mas não conseguem verbalizar. Alguma coisa vai mal mas não se identifica facilmente o que é e nem a sua causa. Muitas vezes parece existir uma barreira invisível para se superar alguma situação, ou as situações se repetem sem nenhuma explicação óbvia. Lembre-se, o essencial é invisível aos olhos mas sensível ao coração!
E como isso pode afetar os resultados de uma empresa? Pode afetar se a intenção não for devidamente reformulada e as ações da empresa seguirem em direção contrária. Uma empresa criada para prestar serviços à outra empresa especificamente, após alguns anos, quando decide abrir a atividade para todo o mercado pode encontrar resistência, os contratos fechados podem ser tão rentáveis quanto o primeiro, e não há uma explicação lógica e racional, é a identidade agindo!
Qual é a identidade de sua empresa? Quanto ela influencia positiva ou negativamente seus resultados? Teria a identidade influência no elevadíssimo índice de mortalidade de pequenas e médias empresas?
Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
Essentya Desenvolvimento Sistêmico
essentya.consultoria@gmail.com
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O que tenho para oferecer!
Por Flávio Feltrin
Certa vez um vendedor bateu na porta de uma empresa e lhe ofereceu seu produto. O dono da empresa escutou pacientemente a exposição do vendedor e quando ele terminou interrogou-o sem hesitar: _Mas o que eu ganho com isso?
Paralisado, o vendedor não soube o que responder e foi embora!
Essa pequena estória ilustra como grande parte das pessoas coloca-se nas relações pessoais ou profissionais, até mesmo empresariais! Colocam-se na mesma posição do comprador , tomando suas decisões na base do "o que eu ganho" ou "o que eu vou perder".
Esta posição do querer ganhar sempre implica em alguém perder sempre e não é uma relação equilibrada! Então você deve estar pensando que quem escreve este artigo nunca participou de um curso de negociação e aprendeu que a melhor negociação é aquela em que todos ganham, o famoso ganha-ganha! Pois bem, é quase isso!
O que estes cursos nunca ensinaram é como o estado mental deve estar e qual a postura mais adequada para um relacionamento saudável e equilibrado. Nestes cursos nunca se aprende como "configurar" a INTENÇÃO, o impulso, a motivação mais profunda, que determina a sua postura naquele relacionamento.
Não sei se o proprietário da ótica que me atendeu ontem participou de algum curso ou não mas, ao adentrar em sua loja me recebeu com um largo sorriso e logo disparou: _ O que posso fazer para lhe ajudar? Meus óculos estavam com os parafusos meio soltos e tudo o que eu queria era apertá-los. Eu não tinha a intenção de pagar pelo serviço, pois entendia ser uma tarefa bem simples mas a postura dele, a presteza em logo pegar meus óculos e apertar os parafusos e ainda limpá-los sem que eu tivesse pedido, me faria pagar qualquer preço justo que ele cobrasse, e ele não cobrou!
Isso tudo não durou mais do que 3 minutos. Entrei com um problema e saí com o problema resolvido e sem pagar nada mas com uma vontade enorme de comprar dele meus próximos óculos!
Tenho plena convicção que a INTENÇÃO dele era me oferecer o que eu precisasse, pelo prazer de servir e trabalhar! Será que eu teria saído daquela ótica com vontade de comprar lá meus próximos óculos se a INTENÇÃO dele fosse me vender óculos de qualquer maneira? Ou se a postura dele fosse ajustar os parafusos como uma obrigação - ossos do oficio, mas por dentro estivesse remoendo que estava fazendo aquilo sem ganhar nada? Acredito que não!
Reflita como você se coloca em seus relacionamentos. Você está sempre esperando ganhar alguma coisa ou fazer uma troca que você considera boa e justa para você? Quando o cliente entra em sua empresa ou quando você visita o seu cliente, vai com a INTENÇÃO de vender mais e ganhar mais dinheiro ou vai com a INTENÇÃO de ajudá-lo, naquilo que ele necessita?
Lembre-se que se uma pessoa se aproximar da sua organização e você não tiver nada para oferecer, ela vai embora. O ponto central é esse: não é o que vou ganhar em uma relação de troca, mas o que tenho a oferecer.
Agora você já sabe qual era a INTENÇÃO do vendedor que, sem resposta e paralisado, foi embora!
Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com
Certa vez um vendedor bateu na porta de uma empresa e lhe ofereceu seu produto. O dono da empresa escutou pacientemente a exposição do vendedor e quando ele terminou interrogou-o sem hesitar: _Mas o que eu ganho com isso?
Paralisado, o vendedor não soube o que responder e foi embora!
Essa pequena estória ilustra como grande parte das pessoas coloca-se nas relações pessoais ou profissionais, até mesmo empresariais! Colocam-se na mesma posição do comprador , tomando suas decisões na base do "o que eu ganho" ou "o que eu vou perder".
Esta posição do querer ganhar sempre implica em alguém perder sempre e não é uma relação equilibrada! Então você deve estar pensando que quem escreve este artigo nunca participou de um curso de negociação e aprendeu que a melhor negociação é aquela em que todos ganham, o famoso ganha-ganha! Pois bem, é quase isso!
O que estes cursos nunca ensinaram é como o estado mental deve estar e qual a postura mais adequada para um relacionamento saudável e equilibrado. Nestes cursos nunca se aprende como "configurar" a INTENÇÃO, o impulso, a motivação mais profunda, que determina a sua postura naquele relacionamento.
Não sei se o proprietário da ótica que me atendeu ontem participou de algum curso ou não mas, ao adentrar em sua loja me recebeu com um largo sorriso e logo disparou: _ O que posso fazer para lhe ajudar? Meus óculos estavam com os parafusos meio soltos e tudo o que eu queria era apertá-los. Eu não tinha a intenção de pagar pelo serviço, pois entendia ser uma tarefa bem simples mas a postura dele, a presteza em logo pegar meus óculos e apertar os parafusos e ainda limpá-los sem que eu tivesse pedido, me faria pagar qualquer preço justo que ele cobrasse, e ele não cobrou!
Isso tudo não durou mais do que 3 minutos. Entrei com um problema e saí com o problema resolvido e sem pagar nada mas com uma vontade enorme de comprar dele meus próximos óculos!
Tenho plena convicção que a INTENÇÃO dele era me oferecer o que eu precisasse, pelo prazer de servir e trabalhar! Será que eu teria saído daquela ótica com vontade de comprar lá meus próximos óculos se a INTENÇÃO dele fosse me vender óculos de qualquer maneira? Ou se a postura dele fosse ajustar os parafusos como uma obrigação - ossos do oficio, mas por dentro estivesse remoendo que estava fazendo aquilo sem ganhar nada? Acredito que não!
Reflita como você se coloca em seus relacionamentos. Você está sempre esperando ganhar alguma coisa ou fazer uma troca que você considera boa e justa para você? Quando o cliente entra em sua empresa ou quando você visita o seu cliente, vai com a INTENÇÃO de vender mais e ganhar mais dinheiro ou vai com a INTENÇÃO de ajudá-lo, naquilo que ele necessita?
Lembre-se que se uma pessoa se aproximar da sua organização e você não tiver nada para oferecer, ela vai embora. O ponto central é esse: não é o que vou ganhar em uma relação de troca, mas o que tenho a oferecer.
Agora você já sabe qual era a INTENÇÃO do vendedor que, sem resposta e paralisado, foi embora!
Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com
terça-feira, 11 de maio de 2010
A alma do negócio

Constelação Organizacional, Teoria U, Coaching empresarial! O que todas estas teorias e técnicas têm em comum? Estamos observando a formação de um novo conceito sobre gestão empresarial, um novo olhar sobre jargões tão batidos como desempenho, resultados, trabalho em equipe e tantos outros. Ainda incipientes para a grande maioria das organizações mas já formando massa crítica importante em empresas como HP, Shell, Daimler. Então você pode estar pensando... "é mais uma onda e vai passar", e decide ficar "quietinho" esperando a onda passar... Enquanto os líderes decidem resolver suas questões mais profundas usando estas técnicas e se tornarão mais líderes!
Mas o que diferencia esta onda das demais? A resposta é relativamente simples! As empresas começam a perceberem-se como organismos vivos, sistêmicos e feitos essencialmente de gente! Não estou falando da visão superficial sobre gestão de pessoas cujo único objetivo é manter o trabalhador no emprego, reduzir o turn over e gerar "resultados" para a empresa. É bem mais profundo que isso! Trata-se da essência humana agrupada em um espaço-tempo chamado empresa! Não é onda, é mudança de patamar, é o próximo degrau!
Segundo Jan Jacob Stam, Diretor do Instituto Hellinger da Holanda, abordagens como a Teoria U de Otto Scharmer é um caminho para a mudança organizacional através de uma liderança dentro da visão sistêmica. Como explicar a Teoria U em poucas palavras? É uma nova lente para olhar a liderança e a gestão, e também um tipo de metodologia. Como lente, observa a liderança e as habilidades sociais de um ponto de vista profundo, que não só leva em conta o que fazem os líderes e como o fazem, mas que enfoca algo que não tinha sido contemplado pelos teóricos: o lugar de onde atuam. Este lugar é sistêmico e pertence a algo maior (o sistema). Para facilitar o entendimento, não pense que ser o Diretor X lhe conferirá poder suficiente para fazer tudo que pensa ser certo! O sistema precisa lhe permitir, e dentro das leis que regem um sistema, o benefício precisa ser do todo e não somente seu!
Para se fazer algo bem sucedido em um sistema é preciso ter qualidade da atenção. Segundo o ex-presidente-executivo da Hanover Insurance,Philip Ryan, ao falar das experiências mais importantes de seus 25 anos de liderança, ele menciona que o sucesso dependia de seu estado interior, da qualidade da atenção que devotava a cada situação.
A qualidade da atenção também pode ser chamada de intenção, de foco. Observe qual é o impacto da qualidade da atenção que colocamos em nosso trabalho e em nossa vida e veja os resultados. Para resumir em uma frase: a atenção que se presta a uma situação determina a forma como ela evoluirá, ou seja, a intenção verdadeira de se resolver uma situação determinará se terá sucesso ou não, neste contexto, o sutil governa o grosseiro!
Todas as empresas precisam disso? Qual seria uma qualidade de atenção desejável?
Depende da situação. Se o ambiente é normal e nada de especial acontece, e você está feliz com os resultados individuais e da organização, não tem sentido modificar alguma coisa. Mas, se estão acontecendo muitas mudanças e os resultados individuais seus e coletivos não correspondem ao que as pessoas se sentem inspiradas a criar, então é preciso ampliar ou aprofundar sua atenção. Quanto maior a mudança interior e exterior, mais você se verá obrigado a reduzir a velocidade e abrir não só sua mente, mas também seu coração.
Como se alcançam esses níveis de atenção mais profundos? Existe algum método?
Assim que se enfrenta uma grave crise pessoal ou uma experiência próxima da morte, a pessoa para e começa a prestar atenção ao que é realmente importante. Uma crise nos obriga a fazê-lo. Mas também há formas proativas de cultivar, individual e coletivamente, espaços de quietude e silêncio onde parar e conectar-se com o que acontece, e refletir sobre isso em sua totalidade. É disso que trata a boa gestão e a boa liderança: de prestar atenção, de conectar-se com maneiras mais profundas de se relacionar com uma situação, sem que uma força exterior se imponha. Ao submergir para esses níveis mais profundos, surgem inovações originais. Toda experiência em uma equipe de alto desempenho está vinculada, coletivamente, aos níveis de atenção e escuta mais profundos. O resultado de uma organização é fruto de todo o sistema e não apenas de um departamento ou outro. Assim como "departamentos problema" reagem ao todo que é o sistema, ou seja, não é possível obter resultados sem olhar, de forma profunda, a organização como um todo!
Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com
domingo, 2 de maio de 2010
Você acredita? Então faça!

Para lutar como um samurai, vista-se como um samurai, pense como ele, aja como ele e será um deles! Para ser é preciso parecer ser, é preciso acreditar.
Muitas pessoas querem muitas coisas na vida mas não estão dispostas a se entregar para tê-las. Entregar-se no sentido de mergulhar, ir fundo, querem entrar no rio mas não molhar-se, impossível. Nunca ninguém que estava tentando fazer alguma coisa conseguiu fazê-la. Mas aquele que acreditou fez!
Nas travessias que a vida nos oferece, passar pela ponte é realmente um desafio! Mas não há como chegar ao outro lado sem passar por ela, ou como diria uma amiga: "não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos"!
Nossa vida é feita de escolhas. A cada momento decidimos o que queremos ser ou o que não queremos ser e, caso você não faça escolhas, isso por si só é escolher ser engolido pela enorme onda que nos leva, chacoalha, afoga, sem que tenhamos noção do que está acontencendo.
Conduzir a sua vida, fazer as suas escolhas é direito seu! Não é o acaso que vai te proteger enquanto você andar distraído! Você irá reagir ao acaso, as probabilidades que a vida nos apresenta, muitas vezes a vida lhe insere num contexto mas ficar nele é sua decisão!
Mas decidir é parte do processo. Mais do que decidir é preciso acreditar nas decisões, confiar no seu potencial, nas suas possibilidades de realizar seus sonhos. O meio da ponte balança, dá vertigens, mas se você já chegou ao meio, vá até o fim, experimente o novo, o outro lado e, se quiser, seja livre para decidir voltar!
Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com
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