Este é um tema recorrente nas empresas! "Precisamos criar um programa de responsabilidade social", ou ainda, montar um programa de voluntariado. RH, Marketing, intermináveis reuniões e brain storms para achar como a empresa pode se inserir nesta onde e conquistar o selo. É de bom tom corporativo mostrar que a empresa está engajada nas causas sociais da comunidade onde está instalada e ter selos e diplomas em suas paredes e sites para que os clientes, concorrentes e visitantes em geral saibam e "acreditem" que aquela empresa "possui responsabilidade social".
Pois bem, essas iniciativas tem mérito! Mesmo que por uma fração do dia e de dinheiro, ajudam uma creche, um hospital, uma instituição. O pouco para quem nada tem é muito mas, esta mesma empresa possui responsabilidade social com seus colaboradores?
Depois de passar um lindo domingo de sol dentro de uma instituição, brincar com crianças carentes ou contar estórias aos idosos, os colaboradores voltam ao trabalho na segunda-feira e encontram qual clima dentro da empresa? Companheirismo, ajuda mútua, trabalho de equipe? Se a resposta for sim, ótimo! Mas nem sempre é assim!
Sua empresa ou seu "departamento de gente" ou, desculpe pelo uso do termo tão comum, seu "departamento de recursos humanos" conhece as necessidades de sua comunidade de colaboradores? Existe responsabilidade social interna? O plano de saúde que sua empresa oferece é compatível com a necessidade dos colaboradores? A alimentação tem boa qualidade? Sua empresa incentiva a atividade física e possibilita a prática? Entenda este questionamento como: o pessoal tem tempo para isso?? E as doenças físicas e psíquicas causadas pelo desequilibrio no trabalho, como são encaradas pela sua empresa? Seu batalhão de voluntários tem depressão, síndrome de burnout e dores nas costas por trabalhar em local inadequado? Os atestados parecem florescer no jardim porque seus colaboradores preferem ficar em casa? Alto turnover e índices de absenteísmo assustadores? Cuidado! O selo de responsabilidade social pode não servir para nada!!
Talvez já haja uma quantidade grande de programas de responsabilidade social mas falta intenção! A intenção de ajudar a comunidade, ajudar o desenvolvimento de forma estruturada e contínua, começando pelo desenvolvimento interno de seus colaboradores. Não se trata apenas de "treinar", é mais que isso, é desenvolver e cultivar verdadeiramente ações positivas, emoções positivas, equilibrio e desenvolvimento, crescimento! É começar de dentro para fora, é gerar um espirito de comunidade colaborativa internamente que, sem nenhuma dúvida, vai extrapolar para as familias e para a comunidade! Essa é a verdadeira responsabilidade social!
Flávio Feltrin
Consultor e Master Coach Life & Executive
essentya.consultoria@gmail.com
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